Os lençóis estavam postos a te esperar.
A timidez do convite, o encanto do aceite, culpa da Stella, talvez…
As paredes alvas e desnudas, as luzes frias, testemunhas silenciosas do primeiro querer.
Os beijos se propagaram no escuro e minutos depois foi preciso parar pra respirar e admirar o corpo lânguido posto sobre mim.
Era preciso fotografar os instantes, transformar em memória todos os sentidos daquela madrugada.
O embaraço dos abraços, o cheiro aceso na pele, o fogo fervendo nas veias.
As mãos que se excitavam nos contornos dos seios, das coxas, dos cabelos.
Seu ventre estreito e loiro, os olhos e o olhar, o som do seu sorrir.
É… eu tinha que calar e sentir e entender que já não cabia mais negar…
Já era amor e era você.


