“O Amor, que não ousa dizer seu nome,”
Bateu-lhe à porta, ao acaso, um dia.
E ele, inebriado pela cotovia
(que paira à janela, mas depois some…),
Sentiu crescer, súbito, na alma, u’a fome
De algo que, até então, desconhecia.
Desejo… estranheza… culpa… agonia…!
Desce aos umbrais, na angústia que o consome! …
porém, depois das lágrimas enxutas,
Chamou a cotovia, deu-lhe frutas,
E sorveram, um no outro, a própria essência.
E ambos, nessa atração de semelhantes,
Num cingir de músculos, os amantes
Ergueram-se aos portais da transcendência.”
Para celebrar meu amor e a primeira vitória dos iguais…